Portfólio - 30 x 40 cm, 18 prints, 
Tiragem limitada em 26 exemplares.
 
Conjunto numerado e assinado pelo autor.
Texto em português, francês e 
inglês.
R$ 4.000,00
Descobri o trabalho de Ana Regina Nogueira em Belo Horizonte através de Tibério França, no momento em que estava fazendo uma pesquisa como curador convidado para a Bienal de Liege dedicada a fotografia brasileira. Visitei vários fotógrafos, fui a Lavras e passei um bom tempo olhando e editando todo o seu arquivo. O resultado foi uma bela retrospectiva de 150 fotografias, com ampliações em prata e montagens com ampliações digitais, todas realizadas por Guillaume Geneste de La Chambre Noire, em fevereiro de 2006, no Museu de Arte Contemporânea de Liege, na Bélgica. 
 
Ana Regina estava um pouco isolada no interior de Minas Gerais, apesar de continuar a fotografar e produzir como nunca. Achei que seria interessante e justo que seu trabalho viesse também a ser redescoberto pelos brasileiros.
Ana Regina é uma fotógrafa da geração Nouvelle Vague, sua obra me interessa enormemente. Graças a sua generosidade pude visitar profundamente a sua trajetória e o percurso de sua obra. Considero seu portfólio uma obra íntegra, que os brasileiros poderão conhecer e admirar.
                                                         Pierre Devin
 Ana Regina Nogueira’s trajectory is dense.  Her view of the world doubled along an impassioned interior itinerary; with the photographic form  worked according to each passing phase. The darkroom, the light, the overexposure all assumed a metaphysical sense.
 
Ana Regina Nogueira is an author who always regarded her intimate life as photographic material. Seen from this angle, she belongs to the same line as Jacques Henri Lartigue, Robert Frank, Willy Ronis, Emile Zola and even Henri Cartier Bresson during his surrealist phase.
 
In Sixties Brazil, the career of Pedro de Moraes was analogous and highly significant. Such imperceptible exploration made Ana Regina an artist of her time. I refer to of the line from Hermann Broch quoted by Bernard Plossu: “I couldn’t tell you why I chose this barely perceptible fleeting moment instead of something grander and better defined”. 
 
                                                                                                                                                  Pierre Devin, 
                                                                                                                                                      January 2009 
Ana Regina Nogueira
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